Não quero fingir uma poetisa que não sou. Sinto-me insuficiente, incompleta e abalável. Mexível, seria a palavra. A mercê de tudo, um pó se esvai com um leve sopro. Sinto-me pó.
Finjo, agora, uma caricatura que não tenho. Uma palhaça que estica os lábios em um sorriso e ampara a lágrima que, infelizmente, cai.
Plagio, agora, um poeta que sabia fingir, sem precisar fingir ser poeta.
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor...
Dor que deveras sente.
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