domingo, 24 de abril de 2011

Desabafo desamoroso

Ele a conhece, ela o conhece. Ambos se apaixonam e em menos de um mês já sentem que o amor dos dois é tão forte que podem assumir um compromisso sério, assim começam a namorar. Problemas chegam, ele se vai. Ela conhece um novo rapaz. Eles se apaixonam e em menos de um mês já sentem que o amor dos dois é tão forte que podem assumir um compromisso sério, assim começam a namorar. Novos problemas chegam e ele se vai. Outro rapaz aparece e a paixão é novamente intensa. Em menos de um mês já sentem que o amor dos dois é tão forte que podem assumir um compromisso sério, assim começam a namorar. Novos problemas idênticos aos outros chegam e ele se vai. Antes que mais um apareça, ela já sabe que ele vai aparecer. E a história é sempre a mesma. Protagonista é a mesma, enredo é o mesmo, cenário é o mesmo. Só muda os coadjuvantes. Que fazem toda a diferença. E no fundo no fundo, a protagonista vai sempre esperar o mesmo fim. Não querendo que se repita, mas aceitando que se repita. Até o dia que o autor terá uma enxaqueca e terminará a história. E a protagonista pode ficar com a história acabada em três momentos. Primeiro: Conhecer um rapaz. Ou o segundo: Apaixonar-se e assumir um compromisso sério. Quem sabe o terceiro: Os problemas chegarem e ele se ir. Mas não importa, ela já passou tanto por isso que o aceita sem rebuliços qualquer final que a história tenha. Isto é... Teoricamente.

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